Nas águas verdes que não navegam,
A barca repousa serena e tranquila,
Memória dos mares que abraça o vento,
Testemunha de jornadas à deriva.
Seu casco azul rasga o céu de Praia Grande,
Ecoando histórias de pesca e bravura,
Agora estática, é guardiã da costa,
Vigia dos sonhos, em sua moldura.
Embora não siga mais as ondas,
Em sua quietude guarda o desejo,
De quem olha e vê a aventura,
E em silêncio sente o ensejo.
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