Segue um resumo dos principais pontos da assembleia geral extraordinária do Sindicato dos Trabalhadores Municipais da Estância Balneária de Praia Grande, realizada em 17 de março de 2025:
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A assembleia foi convocada para discutir, deliberar e aprovar ou não a contraproposta da pauta de reivindicação. A primeira chamada foi às 18 horas e a segunda às 19 horas.
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O presidente do sindicato, Roberto Lopes da Silva (Pixoxó), passou alguns informes sobre a entidade sindical e a luta da categoria. Ele incentivou os servidores a utilizarem os benefícios oferecidos pelo sindicato, como o pronto-socorro digital, a clínica de especialidades (Líder Plus, extensível aos dependentes mediante taxa), e a plataforma Gimpés (totalmente gratuita para associados). Também mencionou a clínica médica do servidor no Boqueirão e a intenção de estender o horário de atendimento.
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Foi anunciado que o sindicato está na fase de manutenção para inaugurar um Centro Recreativo Social Esportivo do Servidor Público no bairro do Ribeirópolis, em parceria com a CUFA.
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Pixoxó fez um resumo da luta da pauta de reivindicação de anos anteriores, explicando que agora a pauta é protocolada mais cedo (novembro/dezembro) para evitar a alegação da administração de falta de tempo para discussão. Ele relatou que a administração alega que o aumento salarial é baseado no índice do salário mínimo nacional (artigo 95 da lei orgânica), mas o sindicato reivindicou no mínimo 14%, considerando o IPCA.
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A assembleia de 29 de fevereiro deliberou pela paralisação no dia 11 de março devido à falta de resposta da prefeitura. No dia 10 de março, o prefeito convocou uma reunião para o dia 12, o que foi visto como uma tentativa de desmobilizar a categoria.
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Na reunião com secretários e posteriormente com o prefeito, não houve uma proposta concreta para a pauta de reivindicações. O prefeito alegou problemas financeiros na cidade. O sindicato argumentou que a gestão anterior foi conduzida pelo mesmo grupo e questionou os gastos da prefeitura.
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O advogado do sindicato, Dr. Sérgio, questionou o poder de decisão dos secretários presentes na reunião. Foi reiterada a necessidade de cumprir a lei orgânica do município em relação ao reajuste salarial.
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Um vereador eleito, Márcio, manifestou seu apoio à causa dos servidores, criticando a falta de valorização e comparando com aumentos concedidos em cidades vizinhas. Ele se colocou à disposição para lutar pelo aumento na Câmara Municipal e defendeu a ampliação de benefícios como plano de saúde, vale alimentação, vale refeição e vale escolar.
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Foi informado que o dia de paralisação seria compensado para quem não entregou atestado médico.
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O sindicato reforçou que a união e a participação dos servidores são essenciais para a luta. Foi feita uma crítica aos servidores que reclamam mas não se engajam nas mobilizações.
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Pichochó criticou os altos salários de alguns cargos comissionados e a falta de recursos para os servidores e aposentados.
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O Dr. Sérgio explicou que a reunião com o prefeito não foi proveitosa, pois ele não decidiu nada e apenas pediu mais estudos, com uma proposta prometida para sexta-feira que não chegou. Uma proposta foi enviada somente às 17 horas do dia da assembleia, sendo considerada uma falta de respeito e uma tentativa de desmobilização.
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A suposta "proposta" da prefeitura informava que, após estudos sobre a folha de pagamento, não havia segurança para apresentar uma proposta de aumento salarial para o presente exercício e os dois subsequentes. A justificativa era a necessidade de avaliar o comportamento da receita corrente líquida.
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O advogado contestou os argumentos da prefeitura, lembrando o superávit declarado anteriormente e a aprovação de verba suplementar para a criação de novas secretarias. Ele também rebateu a interpretação da prefeitura sobre a revisão geral anual, afirmando que a lei orgânica municipal garante no mínimo o repasse do índice do salário mínimo federal (7,5%), que não foi concedido.
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Foi denunciado o remanejamento de valores da Lei de Diretrizes Orçamentárias para a criação de duas novas secretarias para acomodar parentes e aliados do prefeito. O vereador Marcinho foi um dos poucos que votou contra essa transposição.
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O Dr. Sérgio afirmou que a Lei Orgânica do Município garante o dissídio e o reajuste anual dos servidores (artigo 95). Ele questionou se a assembleia ratificava a autorização dada anteriormente ao sindicato para instaurar o dissídio de greve, o que foi confirmado pelos presentes.
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Foi decidido que seria comunicada à administração a não concordância com a proposta e a aprovação do dissídio de greve até quarta-feira, para que o dissídio fosse entrado no tribunal e a cidade parasse novamente na sexta-feira em greve.
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Foi esclarecido que a paralisação e a greve podem ter como consequência a necessidade de compensação dos dias parados.
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O sindicato cobrou informações sobre o cartão alimentação dos aposentados e pensionistas e sobre o projeto de lei de auxílio médico social, que estava parado na Secretaria de Finanças. Foi reivindicada a isenção de descontos nos cartões alimentação e refeição.
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Diversos servidores e representantes de movimentos (MUS - Movimento Unificado dos Servidores, Luta de Classes) se manifestaram, expressando indignação com a falta de proposta de reajuste e convocando a categoria para a greve na sexta-feira.
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Foram relatados casos de assédio moral no trabalho.
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Foi comparado o tratamento dos servidores de Praia Grande com o reajuste salarial e benefícios concedidos aos servidores de Santos.
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O vereador Martins reforçou seu apoio aos servidores e criticou os gastos da prefeitura com novas secretarias em detrimento da valorização dos servidores.
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Foram apresentados dados de altos salários de cargos da nova secretaria de gestão de projeto especial, questionando a necessidade dessa criação e se esses recursos não poderiam ser utilizados para conceder aumento aos servidores.
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Servidores relataram perdas salariais, corte de benefícios (como o pagamento integral das férias), e más condições de trabalho. Foi destacada a necessidade de uma greve ainda maior do que a do ano anterior.
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Aposentados manifestaram a sua insatisfação e a necessidade de apoio.
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Foi ressaltada a importância de mobilizar todos os colegas e de não ter medo de represálias.
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A formação de uma comissão de greve pela assembleia foi sugerida.
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O sindicato se comprometeu a esclarecer as dúvidas dos servidores em estágio probatório sobre a legalidade da greve.

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