domingo, 7 de junho de 2026

ORIGEM DO LABRADOR RETRIEVER E SEUS CUIDADOS: DA HISTÓRIA MARÍTIMA AOS SEGREDOS DA GENÉTICA VETERINÁRIA

O Labrador Retriever destaca-se globalmente como uma das raças mais populares e queridas, seja pela atuação em funções de assistência, seja como companheiro familiar afetuoso. Contudo, por trás do temperamento dócil e da energia contagiante, esconde-se um histórico de seleção adaptativa extrema nas águas geladas do Atlântico Norte, além de uma predisposição metabólica e ortopédica que impõe sérios desafios à prática clínica veterinária. Compreender a correlação entre o passado de cão de trabalho e as particularidades genéticas modernas da raça é fundamental para o manejo de excelência.

DO MAR GELADO DA TERRA NOVA AOS SOFÁS DO MUNDO: A VERDADEIRA HISTÓRIA DO ANCESTRAL DA RAÇA

Apesar do nome sugerir uma ligação direta com a região de Labrador, o desenvolvimento inicial da linhagem ocorreu nas costas rochosas da ilha vizinha de Terra Nova (Newfoundland), no Canadá. A partir do final do século XV e ao longo do século XVIII, cães de trabalho levados por navegadores ingleses, irlandeses e portugueses cruzaram-se de maneira assistemática, estabelecendo uma população conhecida como Cão de Água de St. John (St. John's water dog) ou Pequeno Terra Nova (Lesser Newfoundland). Esses animais desempenharam um papel vital para as comunidades de pescadores locais em virtude de uma aptidão excepcional para o trabalho em ambientes aquáticos hostis e de um temperamento altamente colaborativo.

A rotina de subsistência rigorosa na Terra Nova determinava que cada animal justificasse o próprio sustento através de trabalho efetivo. Assim, o Cão de Água de St. John auxiliava as tripulações puxando redes pesadas, resgatando cabos de amarração e saltando de pequenas embarcações (dories) para recuperar peixes que escapavam das linhas de pesca. Essa pressão seletiva moldou uma morfologia única, caracterizada por patas com membranas interdigitais bem desenvolvidas, uma cauda forte que funcionava como leme hidrodinâmico e uma pelagem dupla densa com alta capacidade de repelir a água.

Embora tenham existido variações de pelagem lisa e franjada, os colonos manifestavam clara preferência pelos cães de pelo curto para a caça de aves e atividades aquáticas, uma vez que o gelo acumulava-se com menor facilidade nesse padrão de cobertura. Na tabela a seguir, detalham-se as principais divergências e continuidades físicas e funcionais entre o ancestral extinto e o representante moderno da raça.

CARACTERÍSTICACÃO DE ÁGUA DE ST. JOHN (ANCESTRAL) LABRADOR RETRIEVER MODERNO
Origem Geográfica

Ilha de Terra Nova, Canadá

Reino Unido (desenvolvimento e padronização)

Mapeamento Temporal

Estabelecido entre 1494 e 1790; extinto na década de 1980

Padronizado a partir de 1880; reconhecido pelo Kennel Club em 1903

Função Primária

Auxílio direto na pesca comercial de bacalhau e tração de cabos

Cobro de caça (terra e água), guia, assistência e companhia

Padrão de Pelagem

Curta ou franjada; preta com marcações brancas ("tuxedo")

Curta, densa, dupla e impermeável; cores sólidas

Altura Média (Machos)

22' a 24' (55 cm a 61 cm)

56 cm a 57 cm (22' a 22,5')

Altura Média (Fêmeas)

21' a 23' (54 cm a 59 cm)

54 cm a 56 cm (21,5' a 22')

Peso Médio (Machos)

40 lb a 90 lb (18 kg a 40 kg)

Proporcional à estrutura robusta padrão da raça

Peso Médio (Fêmeas)

35 lb a 84 lb (16 kg a 38 kg)

Proporcional à estrutura robusta padrão da raça

Algumas teorias sugerem que o Cão de Água de St. John derivou historicamente do antigo cão de Santo Huberto (Saint Hubert's hound), mencionado na literatura de caça britânica de 1576 por George Turbervile, embora as evidências definitivas sobre essa herança permaneçam inconclusivas. O declínio da raça original na ilha de Terra Nova acentuou-se a partir do final do século XIX em função de taxas municipais severas sobre a posse de cães, instituídas para incentivar a criação de ovelhas, o que inviabilizou a manutenção dos animais pela população pesqueira local e culminou na extinção da linhagem pura no início da década de 1980.

A TRANSIÇÃO BRITÂNICA E O DESENVOLVIMENTO DO RETRIEVER MODERNO

A preservação genética da linhagem e a transição para o formato atual devem-se aos esforços de preservação empreendidos pela aristocracia do sul da Inglaterra. Durante a década de 1830, nobres como o décimo Conde de Home, o quinto Duque de Buccleuch e Lord John Scott importaram os exemplares sobreviventes de navios mercantes que aportavam em Poole, Dorset, visando empregá-los como cães de tiro. Paralelamente, o segundo Conde de Malmesbury selecionou os animais para atuar na caça de aves aquáticas selvagens devido à habilidade extraordinária na água gelada.

Na década de 1880, uma colaboração estreita entre o terceiro Conde de Malmesbury, o sexto Duque de Buccleuch e o décimo segundo Conde de Home consolidou as bases definitivas do Labrador moderno. Os machos fundadores, Buccleuch Avon e Buccleuch Ned, doados por Malmesbury, foram acasalados com fêmeas que carregavam o sangue das importações originais, gerando a árvore genealógica de todos os Labradors contemporâneos.

Na literatura especializada de 1846, o Coronel Peter Hawker diferenciava o Labrador autêntico do cão de Terra Nova de grande porte, descrevendo o primeiro como um animal de tamanho semelhante ao de um Pointer Inglês, de pelagem predominantemente preta, cabeça alongada, peito profundo, membros finos e cauda portada mais baixa.

Embora o preto tenha permanecido como a cor predominante, variações de pelagem começaram a surgir no final do século XIX. Filhotes de tonalidade chocolate (historicamente referida como "fígado") foram documentados no canil de Buccleuch em 1892, enquanto o primeiro exemplar amarelo registrado, batizado de Ben of Hyde, nasceu em 1899 nos canis do Major C. J. Radclyffe.

Independentemente de serem criados para exposição de conformação (show type) ou testes de campo (field type), todos os Labradors compartilham essa ancestralidade britânica e trazem consigo o atributo da "boca macia" (soft mouth) — um refinamento neurológico e motor que permite o transporte de presas sensíveis sem causar danos físicos.

A CIÊNCIA DA FOME INSACIÁVEL: A MUTAÇÃO NO GENE POMC

Um dos maiores desafios enfrentados na rotina clínica veterinária de pequenos animais diz respeito à tendência acentuada do Labrador Retriever ao ganho de peso e à aparente incapacidade de atingir a saciedade alimentar. Longe de ser um desvio puramente comportamental ou consequência de falha educativa por parte do tutor, essa condição possui base genética documentada.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge identificaram uma deleção específica de 14 pares de bases no gene da pró-opiomelanocortina (POMC) em cerca de 25% da população global de Labradors.

Sob parâmetros fisiológicos normais, o gene POMC atua no sistema nervoso central codificando neuropeptídeos reguladores do apetite, com ênfase no hormônio estimulante de melanócitos beta (beta-MSH) e na beta-endorfina. Essas substâncias químicas agem em receptores hipotalâmicos sinalizando que as demandas calóricas do organismo foram supridas e promovendo o comportamento de saciedade.

Nos animais que apresentam a mutação recessiva ou codominante, a síntese desses neuropeptídeos é gravemente afetada, impedindo o envio dos sinais de saciedade ao cérebro. O cão, portanto, permanece em um estado persistente de fome e de alta motivação por comida, o que induz ao consumo excessivo de energia caso haja livre acesso ou falta de controle nas porções diárias.

Esta mutação possui caráter de especificidade racial, ocorrendo exclusivamente em Labradors e na raça correlata Flat-Coated Retriever. Curiosamente, a prevalência da deleção gênica é consideravelmente maior em cães destinados a programas de assistência e guia, alcançando aproximadamente 76% dos indivíduos avaliados.

Como o treinamento dessas funções depende fortemente de recompensas alimentares rápidas, os animais portadores da mutação — sendo consideravelmente mais focados e motivados por petiscos — acabaram sendo selecionados de forma involuntária para reprodução, ampliando a distribuição dessa assinatura genética na raça. Em termos biomédicos, o Labrador serve atualmente como modelo de estudo para a obesidade humana provocada por mutações semelhantes no mesmo gene.

REPERCUSSÃO CLÍNICA MULTISSISTÊMICA E O EIXO INTESTINO-ARTICULAÇÃO

A presença da mutação no gene POMC e o desenvolvimento subsequente da obesidade desencadeiam repercussões orgânicas profundas que comprometem a homeostase do animal.

Disbiose Intestinal e Barreiras Epiteliais

O acúmulo contínuo de gordura corporal decorrente do balanço energético positivo altera o eixo digestivo-metabólico. Essa condição promove uma modificação estrutural na microbiota intestinal, reduzindo a abundância de bactérias benéficas pertencentes ao filo Bacteroidetes e favorecendo a proliferação excessiva de microrganismos do filo Firmicutes.

Este perfil microbiológico disbiótico otimiza a extração de energia a partir dos componentes fibrosos da dieta, acelerando o ganho de peso em um ciclo de retroalimentação patológica. Adicionalmente, o estado inflamatório decorrente da obesidade fragiliza a integridade das junções de oclusão da barreira epitelial intestinal, facilitando o trânsito de antígenos e endotoxinas bacterianas para a circulação sistêmica.

Inflamação Crônica Sistêmica e Alergias Alimentares

O tecido adiposo em excesso funciona como uma glândula ativa, responsável pela secreção ininterrupta de citocinas inflamatórias que induzem a um estado de inflamação de baixo grau crônica. Esta carga inflamatória basal hiperativa a resposta imunológica do trato digestivo e aumenta de forma acentuada a suscetibilidade a reações adversas cutâneas e alimentares.

O Labrador Retriever, ao lado de raças como o Pastor Alemão, Golden Retriever e West Highland White Terrier, figura entre os animais com maior incidência de alergias alimentares de manifestação cutânea, respondendo juntos por quase 40% das casuísticas clínicas de prurido e lesões de pele induzidas por dieta. Em quadros mais graves de comprometimento digestivo e enteropatia perdedora de proteínas, os parâmetros clínico-laboratoriais revelam disfunções sistêmicas severas que demandam intervenção imediata, conforme detalhado no mapeamento diagnóstico abaixo.

PARÂMETRO CLÍNICO OU LABORATORIALALTERAÇÃO ESPERADAIMPLICAÇÃO FISIOPATOLÓGICA DIRETAMENTE ASSOCIADA
Albumina Sérica

Hipoalbuminemia acentuada

Perda excessiva de proteínas pela mucosa intestinal inflamada, gerando redução da pressão oncótica.

Linfócitos Totais

Linfopenia

Aprisionamento ou perda de células linfoides no lúmen intestinal inflamado ou sob estresse crônico.

Colesterol Sérico

Hipocolesterolemia

Má absorção generalizada de frações lipídicas decorrente de lesões na mucosa intestinal.

Cálcio e Magnésio Séricos

Hipocalcemia e Hipomagnesemia

Diminuição da absorção de íons bivalentes ligada à perda de albumina e alteração no trânsito digestivo.

Líquido Livre Abdominal e Subcutâneo

Ascite e Edema Periférico

Consequência direta da perda acentuada de albumina, promovendo transudação de fluidos.

Consistência das Fezes

Diarreia Crônica

Trânsito acelerado e incapacidade absortiva da mucosa intestinal lesada.

O Eixo Intestino-Articulação

A relação entre o ganho de peso e as patologias articulares na raça transcende a óbvia sobrecarga biomecânica sobre os membros. Através do eixo intestino-articulação, os mediadores inflamatórios originados no tecido adiposo e na mucosa intestinal comprometida atingem o líquido sinovial e os condrócitos.

Esta agressão bioquímica constante acelera a degradação da matriz extracelular da cartilagem, agravando os sintomas de osteoartrite, rigidez de membros e dor crônica em animais que já sofrem com as pressões do excesso de peso sobre o esqueleto.

O ENIGMA DA PERDA DE APETITE: ANOREXIAS E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

Devido à programação biológica da raça voltada ao consumo constante, a manifestação de anorexia (recusa alimentar parcial ou total) em um Labrador constitui um sinal clínico de alta gravidade que exige investigação veterinária imediata. Diferente de outras raças que podem apresentar oscilações normais de apetite por fatores comportamentais, o Labrador que deixa de comer geralmente expressa um sofrimento orgânico agudo ou dor intensa.

A causa mais subdiagnosticada de recusa alimentar em cães adultos e idosos é a doença periodontal severa, que afeta cerca de 80% dos cães acima de três anos de idade e gera dor aguda durante a mastigação. Doenças infecciosas do trato respiratório superior também anulam o apetite, uma vez que a perda temporária do olfato prejudica severamente o estímulo para a ingestão de alimento. Outras etiologias incluem náuseas causadas por disfunções hepáticas, renais ou pancreáticas crônicas, dor decorrente de crises ortopédicas agudas e reações adversas a medicações ou imunizações recentes.

Adicionalmente, fatores ambientais desempenham papel relevante: estresses agudos derivados de mudanças de ambiente ou perdas de membros da família desestabilizam o padrão alimentar, enquanto temperaturas ambientes elevadas, acima de 38°C, reduzem significativamente o apetite devido a mecanismos naturais de termorregulação e redução da taxa metabólica basal.

MITOS E VERDADES SOBRE O EXERCÍCIO DE FILHOTES: A REGRA DOS CINCO MINUTOS

O crescimento esquelético saudável do filhote de Labrador é uma etapa que exige vigilância quanto ao impacto físico gerado pelas atividades lúdicas e passeios. É comum encontrar no meio cinófilo a recomendação empírica da chamada "regra dos 5 minutos" — a qual prescreve limitar o tempo de caminhada diária a 5 minutos adicionais para cada mês de idade do filhote (por exemplo, restringindo um animal de 4 meses a apenas 20 minutos de exercício diário).

Sob a ótica da ortopedia veterinária baseada em evidências, não há qualquer fundamentação científica que sustente a aplicação estrita dessa regra. Embora funcione como uma orientação útil para evitar abusos evidentes, a sua imposição inflexível pode ser prejudicial para filhotes de temperamento energético, gerando frustração, ansiedade e distúrbios comportamentais decorrentes do confinamento e da privação de estímulos físicos.

A proteção efetiva do sistema musculoesquelético em desenvolvimento baseia-se na qualidade e no impacto do exercício, e não simplesmente na duração temporal da atividade. Raças de grande porte como o Labrador demandam entre 18 e 24 meses para alcançar a consolidação óssea definitiva e o fechamento completo das placas epifisárias de crescimento.

Durante essa janela temporal de alta vulnerabilidade, esforços repetitivos ou forças de cisalhamento sobre as articulações imaturas podem causar danos permanentes à cartilagem articular, acelerando o desenvolvimento de moléstias hereditárias latentes como a displasia coxofemoral, a displasia de cotovelo e a artrite precoce. Na tabela estruturada abaixo, são elencadas as condutas recomendadas e as atividades estritamente contraindicadas durante a fase de crescimento musculoesquelético da raça.

ATIVIDADES RECOMENDADAS PARA O DESENVOLVIMENTO SEGURO ATIVIDADES CONTRAINDICADAS NA FASE DE CRESCIMENTO

Brincadeiras livres autolimitadas em cercados ou quintais gramados, onde o filhote dita o próprio ritmo e deita para repousar sempre que demonstrar fadiga.

Exercícios forçados de tração ou velocidade, como corridas contínuas ao lado do tutor, caminhadas longas em asfalto rígido ou acompanhamento de bicicletas.

Estímulos cognitivos e de faro, através do uso de brinquedos recheáveis (como Kongs) e pistas de farejamento de grãos, visando o cansaço mental sem impacto articular.

Brincadeiras intensas de arremesso de discos ou bolinhas que exijam saltos altos no ar e aterrissagens desequilibradas sobre as patas traseiras ou dianteiras.

Sessões curtas de socialização e obediência básica em escolas de filhotes, respeitando o curto limiar de atenção e o cansaço físico precoce.

Uso sistemático de escadas antes dos 3 meses de idade; estudos correlacionam essa prática com um aumento significativo de displasia (priorizar rampas ou transporte no colo).

Natação supervisionada leve em ambientes seguros, promovendo o ganho de massa muscular sem exercer qualquer impacto mecânico sobre as superfícies das cartilagens.

Saltos repetitivos de superfícies altas como sofás, camas ou caçambas de veículos, gerando estresse traumático agudo sobre os ossos do carpo e cotovelo.

DIRETRIZES DE MANEJO DIETÉTICO E PREVENÇÃO CLÍNICA

A elaboração de um plano de cuidados preventivos de longo prazo para o Labrador exige que o médico veterinário integre estratégias de manejo nutricional, metabólico e ortopédico de forma personalizada.

Controle Calórico Rígido e Pesagem de Porções

Diante da falha biológica do controle hipotalâmico de saciedade gerada pela mutação do gene POMC, o controle estrito da ingestão de energia é de responsabilidade exclusiva do tutor. O alimento seco ou úmido deve ser administrado por meio de pesagem rigorosa em balança eletrônica, evitando o uso de copos medidores que comumente induzem a variações de volume e superdosagem alimentar involuntária.

Qualquer recompensa ou petisco utilizado durante sessões de adestramento deve ser contabilizado e deduzido do cálculo calórico diário total da refeição principal. Caso ocorra ganho de peso súbito acompanhado de apatia, deve-se realizar exames hormonais complementares para afastar diagnósticos diferenciais endócrinos como o hipotireoidismo e o hiperadrenocorticismo (Cushing).

Modulação da Microbiota e Manejo de Hipersensibilidades

Para atenuar os processos inflamatórios decorrentes da disbiose intestinal crônica, recomenda-se a administração contínua de simbióticos compostos por prebióticos, probióticos e pós-bióticos específicos para a espécie canina. Esta suplementação visa restaurar a integridade das junções epiteliais e reduzir a translocação de antígenos para a corrente sanguínea, diminuindo a inflamação sistêmica.

Se houver manifestação clínica de hipersensibilidade alimentar ou dermatites recorrentes, deve-se adotar um protocolo rigoroso de dieta de eliminação por 8 a 12 semanas utilizando exclusivamente fontes proteicas hidrolisadas ou de proteína novel. Durante este teste, é fundamental evitar rigorosamente que o animal consuma restos alimentares domésticos ou execute o hábito de vasculhar resíduos na rua, sob o risco de anular a resposta clínica esperada.

Triagem Ortopédica e Avaliação de Reprodutores

A fim de conter a disseminação de afecções esqueléticas graves na raça, recomenda-se realizar radiografias de triagem para displasia coxofemoral e de cotovelo nos pais antes de programar novos cruzamentos. O diagnóstico preventivo avaliado por painéis de especialistas assegura a seleção de animais livres de doença osteoarticular crônica.

Para os filhotes adquiridos, o acompanhamento do desenvolvimento físico através do controle do escore de condição corporal e do estímulo a exercícios adequados reduz as chances de que mutações genéticas e sobrecargas físicas se convertam em dor crônica precoce.

Ao combinar as evidências históricas da raça com os avanços científicos modernos do diagnóstico de mutações gênicas e controle do eixo intestino-articulação, profissionais veterinários e tutores estabelecem as bases ideais para garantir longevidade e bem-estar a esses extraordinários cães de trabalho e companhia.

AS MELHORES RAÇÕES PARA A RAÇA LABRADOR RETRIEVER

1. 

 (OU ROYAL CANIN JUNIOR/PUPPY LABRADOR RETRIEVER)

Essa é, sem dúvidas, a opção mais específica e tecnológica do mercado hoje.

  • Por que eu indico: A fórmula da ROYAL CANIN LABRADOR RETRIEVER ADULT foi desenhada milimetricamente para a fisiologia deles. Ela tem uma densidade calórica perfeitamente balanceada para evitar o sobrepeso, além de ser enriquecida com EPA e DHA para manter aquela pelagem dupla e impermeável sempre linda.

  • O grande diferencial: O croquete tem um formato exclusivo em forma de "anel" ou "rosquinha". Isso não é estética! Esse formato força o Labrador a mastigar em vez de engolir o grão inteiro, o que ajuda na digestão e envia sinais de saciedade mais rápidos para o cérebro. Para os pequenos, a ROYAL CANIN PUPPY LABRADOR RETRIEVER garante um crescimento ósseo seguro e equilibrado.

2. PREMIER RAÇAS ESPECÍFICAS LABRADOR (FILHOTE OU ADULTO)

Uma das linhas super premium mais consagradas no Brasil, excelente para quem busca suporte articular de ponta.

  • Por que eu indico: A PREMIER RAÇAS ESPECÍFICAS LABRADOR foca pesado na saúde osteoarticular. Ela vem carregada de condroitina e glicosamina em níveis excelentes para proteger as articulações contra o desgaste biomecânico.

  • O grande diferencial: A versão para filhotes ajuda a controlar o ritmo de crescimento (evitando aquele estirão rápido demais que prejudica as articulações), além de conter prebióticos e fibras especiais que ajudam na digestão e diminuem o odor das fezes. É livre de corantes e aromatizantes artificiais.

3. FARMINA N&D MAXI ADULT (OU N&D RAÇAS GRANDES FILHOTES)

Para os tutores que preferem uma abordagem mais natural e menos processada, essa é a minha favorita no consultório.

  • Por que eu indico: A linha FARMINA N&D MAXI trabalha com cereais ancestrais de baixo índice glicêmico (como espelta e aveia) e proteínas de altíssimo valor biológico (como frango fresco e romã). Por ter um índice glicêmico baixo, ela evita picos de insulina, o que é maravilhoso para prevenir a obesidade.

  • O grande diferencial: É totalmente livre de transgênicos e conservada de forma 100% natural. Além disso, como muitos Labradors sofrem com hipersensibilidades alimentares e alergias na pele, a fórmula limpa e natural da N&D ajuda a acalmar o sistema imunológico e digestivo.

4. PREMIATTA LABRADOR RETRIEVER ADULTOS

Uma excelente opção super premium focada no controle de peso e na longevidade da raça.

  • Por que eu indico: A PREMIATTA LABRADOR RETRIEVER ADULTOS conta com proteínas de excelente digestibilidade e um poderoso complexo de antioxidantes que combate o envelhecimento celular precoce.

  • O grande diferencial: Além do suporte articular indispensável, ela possui ingredientes específicos voltados para a prevenção de problemas oftálmicos, uma condição que também pode afetar a raça ao longo dos anos.

5. GOLDEN SELEÇÃO NATURAL (MAXI ADULTO)

Se o orçamento estiver um pouco mais apertado, mas você não quer abrir mão de qualidade, essa linha premium especial é uma das melhores saídas do mercado.

  • Por que eu indico: A GOLDEN SELEÇÃO NATURAL não possui corantes, aromatizantes artificiais e nem ingredientes transgênicos. É uma ração muito bem aceita pelos cães e que entrega um excelente teor de fibras e proteínas de boa qualidade por um preço mais acessível.

  • O grande diferencial: Excelente custo-benefício para quem tem mais de um cão ou precisa de pacotes maiores, mantendo um perfil nutricional saudável e focado no bem-estar geral.

DICA DE OURO DA VETERINÁRIA PARA O BLOG!

Não adianta comprar a melhor ração do mundo se você usar aquele "copinho de requeijão" para medir a porção! Devido à mutação no gene POMC, o metabolismo do seu Labrador é extremamente sensível.

Compre uma balança digital de cozinha! Pese a quantidade exata recomendada pelo fabricante (ou pelo veterinário do pet) todos os dias. Um excesso diário de apenas 10g a 20g de ração pode se transformar em quilos extras de gordura ao longo de um ano, sobrecarregando as articulações desse gigante dócil.

E se você usar petiscos para adestramento, lembre-se de subtrair essa caloria da porção diária de ração!

Espero que essas dicas ajudem os leitores do seu blog a manterem seus Labradors saudáveis, ativos e no peso ideal! Se precisar de mais algum ajuste ou informação, é só chamar!

Seu Labrador merece a melhor nutrição! 🐾 A Ração Royal Canin Labrador Retriever Adulto de 10,1 kg foi formulada sob medida para manter o peso ideal, proteger as articulações e garantir uma pelagem radiante e saudável. 🥰 O croquete em formato donut ajuda a desacelerar a mastigação. 🐶 Aproveite o frete grátis e cuide com amor de quem sempre te dá alegria! ❤️

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