Duas bicicletas de cabeça para baixo,
Como se descansassem na areia do chão.
Silenciosas, sem pressa de ir,
E esperam por mãos que as toquem de novo, então.
A roda exposta ao céu,
Rodando memórias que ali repousam.
Cada trilha já percorrida,
Cada risada no caminho ouvida.
Assim repousam, sem pressa ou tempo,
Guardando sonhos de quem as conduz.
E no silêncio da praia vazia,
Elas aguardam um novo sol, um novo rumo, uma nova luz.
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