terça-feira, 1 de outubro de 2024

Duas bicicletas de cabeça para baixo, Como se descansassem na areia do chão. Silenciosas, sem pressa de ir, E esperam por mãos que as toquem de novo, então. A roda exposta ao céu, Rodando memórias que ali repousam. Cada trilha já percorrida, Cada risada no caminho ouvida. Assim repousam, sem pressa ou tempo, Guardando sonhos de quem as conduz. E no silêncio da praia vazia, Elas aguardam um novo sol, um novo rumo, uma nova luz.


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