domingo, 1 de fevereiro de 2026

A GÊNESE DO REQUINTE LITORÂNEO: UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA E SOCIOECONÔMICA SOBRE A EVOLUÇÃO DO CANTO DO FORTE EM PRAIA GRANDE


O Contexto Geográfico e a Identidade Regional da Baixada Santista

A compreensão historiográfica do bairro Canto do Forte exige, primordialmente, uma análise da inserção estratégica de Praia Grande no complexo geográfico da Baixada Santista. Situada no ponto central desta região metropolitana, a cidade ocupa uma área territorial de 149,65 quilômetros quadrados, caracterizada por uma extensa planície costeira que se estende por 22,5 quilômetros de orla urbanizada. Esta configuração geográfica, limitada ao norte pela imponência da Serra do Mar e ao sul pelas águas do Oceano Atlântico, conferiu à região um papel central na logística e na defesa do território brasileiro desde o período colonial. A Baixada Santista, composta por nove municípios, tem em Praia Grande um de seus principais eixos de crescimento, servindo como elo vital entre a capital paulista, o Porto de Santos e o Polo Industrial de Cubatão.

O Canto do Forte, especificamente, ocupa uma posição privilegiada no extremo leste da cidade, onde a planície encontra o maciço da Fortaleza de Itaipu e o Parque Estadual Xixová-Japuí. Seus limites geográficos são bem definidos: ao leste, encontra-se o Bairro Militar; ao norte, o Parque Estadual Xixová; e ao oeste, o bairro do Boqueirão. Essa localização não é meramente um detalhe cartográfico, mas o fundamento de sua identidade como um refúgio geográfico que permitiu o desenvolvimento de um urbanismo diferenciado, protegido pela barreira natural da serra e pela barreira institucional da área militar. Historicamente, a região integrou a Capitania de São Vicente, a primeira vila fundada no Brasil por Martim Afonso de Souza entre 1532 e 1533. Por séculos, as terras que hoje compõem o Canto do Forte foram ocupadas por extensos sítios e fazendas, conhecidas como as "terras do rei", que mantinham uma economia de subsistência e pequena produção voltada para o abastecimento da Vila de São Vicente.

A transição dessa paisagem rural e isolada para o bairro nobre contemporâneo foi catalisada por um imperativo de defesa nacional na virada do século XX. O isolamento geográfico do Canto do Forte, que outrora dificultava o acesso, tornou-se sua maior virtude ao atrair investimentos militares de grande escala. A geomorfologia da região, com seus costões de pedra golpeados pelo mar e a densa Mata Atlântica, oferecia o cenário ideal para a instalação de baterias de artilharia capazes de monitorar a navegação na barra de Santos. Esse contexto geográfico não apenas moldou o início da ocupação militar, mas continua a ditar o valor imobiliário e o padrão de vida elevado que o bairro ostenta hoje, diferenciando-o radicalmente de outros núcleos urbanos da Baixada Santista que cresceram de forma espontânea ao longo das rodovias.

Arqueologia e Ocupação Primitiva: O Legado dos Sambaquis

Antes da colonização europeia e da subsequente estruturação urbana do século XX, o território de Praia Grande foi palco de ocupações humanas milenares. A pesquisa histórica e arqueológica identifica a presença dos Sambaquis — montanhas formadas por cascos de moluscos, ossos de mamíferos e instrumentos de pesca primitivos — como evidência crucial das populações que habitaram o litoral paulista no período pré-colonial. Esses montes, que serviam tanto como locais de moradia quanto como espaços cerimoniais e de descarte, indicam uma cultura profundamente adaptada ao ecossistema marinho e estuarino da região. A preservação desses sítios arqueológicos é um tema central na historiografia local, representando a memória dos "primeiros moradores" da região, que precederam a chegada dos europeus e a escravidão indígena.

No contexto do Canto do Forte e do Parque Estadual Xixová-Japuí, a integridade do solo e a proteção ambiental proporcionada pela área militar ajudaram a manter registros dessas civilizações. A transição para o período colonial viu a substituição dessas populações pelas sesmarias e sítios, estabelecendo a base para o sistema de capitanias que definiria a posse de terra na região até o final do século XIX. A compreensão desses primeiros habitantes é fundamental para desconstruir a ideia de que a região era um "vazio" antes de 1902. Na verdade, o Canto do Forte está assentado sobre camadas de história que remetem a uma relação ancestral entre o homem e o mar, uma conexão que se reflete na atual valorização da orla e na preservação das belezas naturais que ainda caracterizam o bairro.

A Gênese Militar: Fortaleza de Itaipu e o Início do Urbanismo

A história moderna do Canto do Forte está intrinsecamente ligada à construção da Fortaleza de Itaipu, iniciada em 1902. A motivação para a edificação deste complexo defensivo surgiu após a Revolta da Armada em 1893, quando o então presidente do Estado de São Paulo, Bernardino José de Campos Júnior, identificou a vulnerabilidade das defesas do Porto de Santos, então protegidas apenas pelas precárias Fortaleza de Santo Amaro e Forte Augusto. O projeto, concebido em 1896, visava controlar o acesso à barra de São Vicente e proteger o porto mais importante do país contra incursões navais estrangeiras ou insurreições internas.

A implantação da Fortaleza ocupou uma área de 2,4 milhões de metros quadrados, anteriormente composta pelos sítios Itaipu, Prainha e Itaquitanduva. Devido à inacessibilidade da Mata Atlântica na época, a logística de construção foi hercúlea: todo o material necessário foi transportado por via marítima antes da abertura de caminhos terrestres. Esse isolamento começou a ser rompido com a criação da "Avenida Asfaltada", hoje conhecida como Avenida Marechal Mallet, em homenagem ao patrono da Arma de Artilharia. Esta via tornou-se o eixo dorsal do bairro, permitindo o fluxo de materiais, tropas e, posteriormente, moradores.

Cronologia da Construção e Composição da Fortaleza

O complexo militar não foi erguido de uma só vez, mas através de fases que refletiam a evolução tecnológica da artilharia e as necessidades geopolíticas do Brasil durante a primeira metade do século XX.

Fase de ConstruçãoPeríodoPrincipais Estruturas / ArmamentosObjetivo Estratégico
Infraestrutura Inicial1901 - 1903Estradas, pontes e viaduto de 20m de vão livre

Garantir o acesso terrestre e transporte de carga pesada

Núcleo Administrativo1904 - 1906Quartel, Paiol e Casa do Comandante

Estabelecer a guarnição permanente e o comando

Bateria General Gomes Carneiro1909 - 1910Seis canhões Krupp 150 mm L/50

Defesa costeira de longo alcance sob o comando de Ximeno Villeroy

Forte Duque de Caxias1918Canhões Schneider-Canet 150 mm (alcance de 9km)

Proteção direta da entrada da Baía de Santos

Forte de Jurubatuba1919Canhões Schneider-Canet 150 mm

Reforço do cinturão defensivo contra ataques navais

Forte General Rego Barros2ª Guerra MundialArtilharia Antiaérea e baterias modernas

Defesa contra ameaças aéreas e monitoramento na guerra

A Fortaleza de Itaipu serviu como o motor de desenvolvimento do bairro. A necessidade de abastecer a guarnição e manter as vias de acesso incentivou a ocupação civil nas adjacências da área militar. O Canto do Forte recebeu esse nome precisamente por ser o único ponto de acesso terrestre à Fortaleza, consolidando uma relação de simbiose entre o Exército e a comunidade civil que persiste até hoje. Este desenvolvimento militar não apenas trouxe segurança, mas também introduziu padrões de engenharia e saneamento que eram raros em outras partes do litoral na época, como os dutos que transportavam esgoto da cidade de Santos, passando pela Marechal Mallet.

O Canto do Forte como Bairro Planejado e de Elite

Diferente da maioria dos bairros de Praia Grande, que surgiram de forma orgânica ao longo da orla ou de rodovias, o Canto do Forte foi uma área deliberadamente projetada. Desde o início dos loteamentos, o bairro atraiu pessoas de posses que buscavam um estilo de vida diferenciado, longe da agitação dos centros comerciais emergentes. O planejamento urbano favoreceu a criação de lotes amplos, permitindo a construção de casas com jardins vultosos e uma arquitetura que priorizava a ventilação e a integração com a natureza circundante. Essa ocupação seletiva foi intencional, visando criar um enclave de alta classe média e elite na Baixada Santista.

A Avenida Marechal Mallet, com seus seis quilômetros de extensão, evoluiu de uma via de serviço militar para um dos endereços mais valorizados do litoral paulista. O bairro manteve ao longo das décadas um padrão de vida elevado, caracterizando-se por uma densidade demográfica equilibrada em comparação com o vizinho Boqueirão. Uma das vias que exemplificam este luxo é a Rua Costa Machado, onde se concentram alguns dos edifícios mais modernos e caros da região, mantendo a tradição de exclusividade iniciada pelos primeiros compradores de lotes. A elite que se estabeleceu no Canto do Forte era composta não apenas por militares de alta patente, mas por industriais, políticos e famílias tradicionais que viam no "Jardim Matilde" uma oportunidade de veraneio sofisticado e residência tranquila.

Estrutura Administrativa e Divisões Internas

O Canto do Forte é subdividido em diversas praças administrativas, cada uma com sua própria identidade e perfil residencial, o que demonstra a complexidade de seu planejamento urbano original.

Praça AdministrativaCaracterísticas e Perfil
Costa Machado

Epicentro de luxo, com edifícios de alto padrão e arquitetura contemporânea

Santa Mathilde

Região histórica, onde se localiza a capela homônima e os primeiros lotes

Jardins

Área caracterizada por residências horizontais e vegetação densa

Parque Paris

Zona de transição com influência de modelos urbanísticos europeus

Oriental / Marechal Hermes

Áreas que refletem a expansão do bairro em direção ao centro

Essa subdivisão administrativa permitiu que o bairro crescesse de forma ordenada, mantendo serviços públicos eficientes e uma infraestrutura que suporta tanto o turismo de elite quanto a moradia permanente. O desenvolvimento do Canto do Forte como um bairro planejado serviu de modelo para projetos posteriores na cidade, embora poucos tenham alcançado o mesmo nível de prestígio e integração ambiental.

O Papel Político e Militar na História Nacional

A Fortaleza de Itaipu e, por extensão, o bairro Canto do Forte, não foram apenas marcos geográficos, mas protagonistas em momentos decisivos da história política brasileira. A tropa estacionada na fortaleza participou ativamente de movimentos que alteraram o curso da nação, refletindo as tensões entre o poder civil e o militar ao longo do século XX.

A Revolução Constitucionalista de 1932

Durante a Revolução de 1932, a guarnição da Fortaleza de Itaipu aliou-se aos revolucionários paulistas na luta contra o governo de Getúlio Vargas. Um dos episódios mais notáveis desse período foi o uso de táticas de dissimulação para enfrentar o bombardeio das forças legalistas. Os militares paulistas substituíram os canhões reais por réplicas de madeira pintada, posicionando-as de forma visível para confundir os aviões e navios governistas. Enquanto isso, as peças de artilharia reais foram transferidas para o "Fantasma da Morte", um trem adaptado para combate que operava na Estrada de Ferro Santos-Juquiá, demonstrando a engenhosidade tática da guarnição em um momento de inferioridade bélica. O apoio à revolução consolidou o Canto do Forte como um reduto de resistência e identidade paulista.

A Ditadura Civil-Militar e a Repressão

Em 1964, a Fortaleza apoiou o golpe contra o presidente João Goulart, consolidando sua posição dentro da estrutura das Forças Armadas. No entanto, um dos capítulos mais sombrios da história local refere-se ao uso da fortificação como parte do aparato repressivo durante o regime militar. A exemplo de outras instalações militares, a Fortaleza de Itaipu foi integrada ao sistema de detenção para presos políticos. Documentos do Memorial da Resistência indicam que militares dissidentes foram mantidos sob custódia na fortaleza logo após o golpe.

O caso mais emblemático ocorreu em 1968, após o Congresso da UNE em Ibiúna. Cerca de dez estudantes considerados líderes do movimento estudantil foram transferidos para a Fortaleza de Itaipu após passarem pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops/SP). A unidade militar serviu não apenas como local de detenção, mas também como centro de treinamento para agentes da repressão, conectando Praia Grande a uma rede nacional que incluía o Forte dos Andradas no Guarujá e o Quartel de Quitaúna. Esse papel duplo — de defesa nacional e de centro de repressão interna — confere à história do Canto do Forte uma complexidade que é frequentemente revisitada em estudos acadêmicos sobre a memória e a resistência no Brasil.

Figuras Ilustres e seu Impacto no Tecido Social

A história do Canto do Forte é pontuada por personalidades cujas trajetórias transcendem os limites do bairro, alcançando relevância nacional e internacional no esporte, na política e nas artes. Essas figuras não apenas residiram ou serviram no bairro, mas ajudaram a construir sua aura de prestígio.

Pelé: O "Soldado Nascimento"

Uma das passagens mais celebradas da história de Praia Grande é o fato de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ter prestado serviço militar na Fortaleza de Itaipu em 1959. Conhecido entre seus pares como "Soldado Nascimento", Pelé já era um ícone mundial na época, tendo conquistado a Copa do Mundo na Suécia um ano antes. Sua presença na fortaleza atraía multidões de admiradores à orla do Canto do Forte e elevava o moral das tropas, simbolizando uma integração única entre o maior atleta do mundo e o cotidiano militar do bairro. Uma placa em homenagem ao Rei do Futebol marca hoje o início da subida da alameda que leva aos fortes, servindo como ponto de peregrinação turística e memória cívica.

Lideranças da Emancipação e Pioneiros Urbanos

O desenvolvimento do bairro também foi moldado por civis determinados. Heitor Sanchez Toschi destaca-se como uma das figuras centrais da década de 1950. Além de ser um dos líderes do movimento de emancipação política de Praia Grande, ele foi o principal entusiasta da urbanização do Canto do Forte, doando terrenos para a construção da primeira escola estadual e impulsionando a construção da Capela de Santa Mathilde. Sanchez via no Canto do Forte o futuro da cidade, investindo recursos próprios para garantir que o loteamento tivesse o padrão de qualidade desejado.

Outros nomes fundamentais no movimento emancipacionista, que libertou Praia Grande da jurisdição de São Vicente em 1967, incluem Júlio Secco de Carvalho, líder inicial do movimento em 1953, e Nestor Ferreira da Rocha, representante ativo do Jardim Matilde e colaborador próximo de Sanchez. A luta desses pioneiros foi motivada pela negligência da prefeitura de São Vicente em relação às necessidades básicas da população local, como saneamento e escolas. A autonomia conquistada em 1967 permitiu que o Canto do Forte recebesse investimentos diretos que aceleraram seu desenvolvimento como bairro de elite.

Rodolfo Rondom: A Expressão Artística do Bairro

No campo das artes, o artista plástico Rodolfo Rondom é uma referência incontornável. Morador de Praia Grande há quatro décadas, sua obra reflete a luz e as cores do cotidiano litorâneo, com uma técnica que transita entre o figurativo e o cubismo. Rondom iniciou sua carreira na arte popular de rua e evoluiu para exposições internacionais, representando o Brasil em festivais de escultura em areia em Portugal. Sua produção, marcada por tons de verde inspirados na Mata Atlântica que cerca o Canto do Forte, é um testemunho visual da evolução estética da cidade e da capacidade do bairro de atrair e reter talentos intelectuais.

Patrimônio Religioso e Arquitetura Sacra

A consolidação social do Canto do Forte passou obrigatoriamente pela criação de marcos religiosos que servissem como pontos de coesão para as famílias residentes. Esses templos não são apenas locais de culto, mas joias arquitetônicas que enriquecem o patrimônio cultural da Baixada Santista.

Capela de Santa Mathilde

Erguida em apenas seis meses graças ao esforço incansável de Heitor Sanchez, a Capela de Santa Mathilde teve sua primeira missa celebrada em 27 de agosto de 1950 pelo bispo diocesano D. Idílio José Soares. A inauguração foi um evento social de grande magnitude, contando com a presença de D. Leonor Mendes de Barros, esposa do então governador do Estado de São Paulo, Ademar de Barros. O templo simbolizava o progresso do "Jardim Matilde" e servia como âncora para a atração de novas famílias para o bairro. Sua arquitetura clássica e sua localização central no bairro mantêm viva a memória dos primeiros moradores e do período em que o Canto do Forte começou a se destacar como um núcleo urbano de excelência.

Basílica de Santo Antônio e Capela Nossa Senhora da Guia

Outro marco arquitetônico de grande relevância é a Basílica de Santo Antônio. Em 2008, o Vaticano concedeu ao templo o título honorífico de Basílica, reconhecendo sua beleza artística e importância histórica para a comunidade católica. Localizada na fronteira entre o Boqueirão e o Canto do Forte, ela exemplifica o elevado padrão das instituições locais.

Já a Capela Nossa Senhora da Guia, situada na Área de Lazer Ézio Dall'Acqua (Portinho), possui laços históricos profundos com a região. Construída originalmente por volta de 1894 e reformada em 1958, a capela está ligada a lendas de curas milagrosas de famílias pioneiras. A restauração recente, que utilizou mármore italiano e recuperou as cores originais, demonstra o compromisso do município com a preservação de sua memória material e a valorização dos marcos que precederam a urbanização moderna do bairro.

Evolução Urbana e Verticalização: O Século XXI

A paisagem do Canto do Forte passou por uma transformação radical nas últimas duas décadas. O perfil predominante de casas térreas e jardins amplos deu lugar a um processo acelerado de verticalização de alto padrão. Esse fenômeno foi impulsionado pela escassez de terrenos na orla e pela crescente demanda por segurança e lazer em condomínios fechados.

Infraestrutura e Serviços Modernos

O bairro beneficia-se da proximidade com o Litoral Plaza Shopping, o principal centro de compras da Baixada Santista sul, que abriga mais de 250 lojas e uma vasta gama de serviços públicos e privados, incluindo Poupatempo e unidades de saúde. A Avenida Marechal Mallet transformou-se em um polo gastronômico e de entretenimento, com ciclovias modernas e um calçadão que convida à prática de esportes. A segurança é reforçada pelo sistema de "Cerco Eletrônico" da prefeitura, que utiliza câmeras com tecnologia OCR para leitura de placas, contribuindo para a manutenção do status do bairro como o mais seguro da cidade.

Dinâmica Imobiliária e Crescimento Populacional

Atualmente, Praia Grande apresenta um dos maiores índices de crescimento populacional do estado, atraindo cerca de 8 mil novos moradores anualmente. O Canto do Forte lidera a valorização desse mercado, com empreendimentos imobiliários que focam na sustentabilidade e na tecnologia, afastando-se do antigo estigma de "cidade de veraneio" para se consolidar como um destino de residência permanente para profissionais liberais e aposentados de alto poder aquisitivo.

Indicador Demográfico e Econômico (Praia Grande)Dados Estatísticos
População Total (Censo 2022)

365.577 habitantes

Crescimento Populacional (2010-2022)

36,5% (superior à média nacional de 6,5%)

Rendimento Médio Mensal

Aproximadamente R$ 3.100 (2,4 salários mínimos)

Investimento Municipal (Orçamento 2025)

Estimado em R$ 2,3 bilhões

Índice de Pavimentação de Vias

98,76% das vias urbanas

IDH-M

0,754 (Faixa de Alto Desenvolvimento)

Esses números refletem a metamorfose vivida pela cidade, deixando para trás o rótulo de destino popular de baixo custo para se tornar o 4º destino turístico mais procurado do Brasil e um dos principais polos de investimento imobiliário do Estado de São Paulo.

O Patrimônio Natural: Parque Estadual Xixová-Japuí

A beleza cênica do Canto do Forte é inseparável da preservação ambiental promovida pelo Parque Estadual Xixová-Japuí. Com uma área de mais de 2,4 milhões de metros quadrados que envolve a Fortaleza de Itaipu, o parque protege o que resta da Mata Atlântica original da região. Esse ecossistema atua como uma barreira física contra a expansão urbana desordenada, garantindo que o Canto do Forte mantenha sua aura de exclusividade e tranquilidade.

O parque abriga uma fauna diversificada, incluindo tucanos, saruês, lagartos, esquilos e porcos-espinhos, que coexistem em proximidade com os edifícios de luxo. A flora é igualmente rica, com espécies raras de orquídeas e bromélias pontilhando as encostas. Do alto do Forte Duque de Caxias, a 92 metros acima do nível do mar, é possível observar toda a enseada de Praia Grande e a movimentação dos navios no Porto de Santos, criando um contraste fascinante entre a natureza intocada e a atividade econômica global. A preservação deste patrimônio ambiental é vital para a sustentabilidade do bairro a longo prazo, funcionando como um diferencial competitivo no mercado imobiliário e um refúgio de biodiversidade na Baixada Santista.

Conclusão: A Síntese do Progresso com Memória

O bairro Canto do Forte representa, de maneira exemplar, a evolução de Praia Grande de uma extensão periférica de São Vicente para um dos polos de desenvolvimento mais sofisticados do litoral brasileiro. Sua história é tecida por fios militares, políticos, religiosos e civis, resultando em um tecido social robusto e consciente de sua trajetória. A Fortaleza de Itaipu continua sendo o símbolo máximo do bairro, equilibrando sua função militar com uma nova vocação turística e educativa que atrai milhares de visitantes anualmente.

A presença de figuras como Pelé e os líderes da emancipação serve de inspiração para as novas gerações de moradores, que agora desfrutam de um urbanismo planejado e de uma infraestrutura de ponta. Enquanto a cidade de Praia Grande se projeta para o futuro como uma "smart city", o Canto do Forte permanece como o guardião de sua identidade mais nobre. O desafio contínuo reside em equilibrar a verticalização intensa com a preservação do patrimônio histórico e ambiental, garantindo que o "Canto" que outrora era apenas um ponto estratégico de defesa continue a ser, para seus habitantes, um porto seguro de qualidade de vida e beleza natural. A trajetória de 1902 aos dias atuais demonstra que o progresso, quando acompanhado de planejamento e respeito à memória, é capaz de transformar sítios isolados em centros de excelência urbana reconhecidos nacionalmente.


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