segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS E AS CONFIGURAÇÕES POLÍTICAS PARA AS ELEIÇÕES DE 2026 EM PRAIA GRANDE

 


O cenário político de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, prepara-se para um dos ciclos eleitorais mais complexos de sua história recente. Com a aproximação do pleito de 2026, a interseção entre a governança tradicional, consolidada por décadas de hegemonia administrativa, e a volatilidade do ambiente digital cria um ecossistema de disputa único na Baixada Santista. Praia Grande, que detém o segundo maior eleitorado da região, com 247.153 eleitores registrados, torna-se um ponto focal para as candidaturas de deputado estadual e federal, funcionando como um termômetro para a força das alianças regionais e a eficácia das novas diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise que se segue explora as camadas de influência das redes sociais, as transformações regulatórias impostas para 2026 e o reposicionamento das lideranças locais diante de um eleitorado cada vez mais conectado, porém fragmentado por crises de desinformação e novas tecnologias de manipulação sintética.

O Novo Paradigma Regulatório do TSE para as Eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral tem trabalhado em um conjunto de 12 minutas de resolução que pretendem redefinir o campo de batalha digital para o pleito de 2026. Sob a relatoria do ministro Nunes Marques e a presidência da ministra Cármen Lúcia, estas normas buscam responder aos desafios observados nos ciclos de 2022 e 2024, especialmente no que tange ao uso de inteligência artificial e à responsabilidade das plataformas de redes sociais. Para as candidaturas em Praia Grande, estas resoluções não são meras formalidades jurídicas, mas determinantes estratégicos que ditam desde o tom das críticas à gestão municipal na pré-campanha até os limites técnicos do impulsionamento pago.

Um dos pontos de maior fricção política reside na proposta que permite o impulsionamento de conteúdos com críticas a governos durante o período de pré-campanha, desde que não haja menção explícita ao pleito eleitoral. Esta medida é vista como um divisor de águas: enquanto a minuta do TSE argumenta que críticas à administração pública por pessoas naturais não configuram propaganda antecipada negativa, partidos de sustentação do governo federal, como o PT, alegam que tal dissociação é "artificial e insustentável". Em uma cidade como Praia Grande, onde a máquina pública possui uma presença digital onipresente, a permissão para que opositores impulsionem críticas estruturadas à saúde ou segurança antes do início oficial da campanha pode erodir o capital político de candidatos governistas antes mesmo do primeiro turno.

Estrutura das Propostas de Resolução do TSE para 2026

Tema CentralProposta de Alteração / NormaImplicação para Candidatos em PG
Inteligência Artificial

Proibição de deepfakes e rotulagem obrigatória de "conteúdo sintético".

Necessidade de auditoria técnica em materiais de campanha para evitar cassações.
Responsabilidade de Big Techs

Dever de remoção de conteúdos antidemocráticos sem ordem judicial.

Maior velocidade na contenção de virais desinformativos em grupos locais de Facebook.
Impulsionamento na Pré-Campanha

Permissão para impulsionar críticas à gestão pública por pessoas naturais.

Fortalecimento da oposição digital em períodos fora do calendário eleitoral tradicional.
Transparência de Anúncios

Detalhamento de financiador, valor e público-alvo em bibliotecas de anúncios.

Facilitação da espionagem estratégica por adversários políticos.
Combate à Desinformação

Multas para manipulação sintética e disseminação de fatos sabidamente inverídicos.

Aumento do risco jurídico para campanhas baseadas em ataques pessoais e boatos.

A inteligência artificial (IA) surge como o elemento de maior imprevisibilidade. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) manifestou preocupação com a insuficiência das normas atuais, sugerindo que a simples rotulagem de conteúdo sintético é ineficaz para um eleitorado vasto e muitas vezes desinformado tecnicamente. Em Praia Grande, a dinâmica de compartilhamento em grupos de WhatsApp e Facebook, como o "Praia Grande Mil Grau", demonstra que conteúdos visuais e auditivos possuem um alcance orgânico superior a comunicados oficiais. Se a IA for utilizada para mimetizar a voz de lideranças como Alberto Mourão ou Cássio Navarro em contextos desfavoráveis, o reparo judicial pode ser "praticamente impossível", dado que a resposta oficial raramente atinge o mesmo público impactado pela fraude inicial.

Hegemonia Política e a Transição para o Digital: O Grupo de Alberto Mourão

A política em Praia Grande é centrada na figura de Alberto Mourão, cuja trajetória pública se confunde com a própria emancipação e desenvolvimento urbano da cidade. Com cinco mandatos como prefeito e uma votação expressiva como deputado federal em 2022 (114.234 votos), Mourão consolidou um modelo de gestão que utiliza as redes sociais não apenas para propaganda, mas como extensão do atendimento ao cidadão. Para 2026, seu papel é o de um grande articulador: reeleito prefeito em 2024 com 107.796 votos para um sexto mandato, ele detém o poder de transferir capital político para seus aliados na disputa estadual e federal.

A estratégia digital do grupo governista em Praia Grande baseia-se na "narrativa da continuidade". Através dos canais oficiais da prefeitura e de perfis pessoais altamente engajados, a gestão promove avanços em cidades inteligentes, infraestrutura e segurança pública. O uso de tráfego pago é uma ferramenta central neste processo. Como o mercado em Praia Grande é altamente competitivo, a utilização de Meta Ads e Google Ads permite que a gestão apareça para o cidadão no momento exato em que ele busca soluções locais, transformando a percepção de eficiência administrativa em suporte eleitoral futuro.

No entanto, a transição para 2026 exige que figuras como Cássio Navarro, ex-deputado estadual e ex-secretário de governo, expandam sua presença digital para além das fronteiras municipais. Navarro, que já presidiu o Legislativo da cidade e teve mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), foca sua narrativa em temas de apelo regional, como a segurança no sistema Anchieta-Imigrantes e a expansão de escolas técnicas. Para um candidato a deputado estadual em 2026, a rede social precisa funcionar como uma ponte entre os interesses locais de Praia Grande e as necessidades da Baixada Santista, exigindo uma segmentação geográfica que alcance eleitores de Santos, São Vicente e Guarujá.

Perfil das Lideranças Governamentais e Perspectivas para 2026

Líder PolíticoCargo/HistóricoVotação de ReferênciaEstratégia Digital Identificada
Alberto Mourão

Prefeito (2025-2028); Ex-Dep. Federal.

114.234 (Fed. 2022); 107.796 (Pref. 2024).

Uso de autoridade administrativa e realizações físicas para validar aliados.
Cássio Navarro

Ex-Dep. Estadual; Ex-Sec. de Governo.

Mandatos na 16ª e 18ª Legislaturas da ALESP.

Foco em segurança pública e educação técnica; segmentação regional.

Raquel Chini

Prefeita (2021-2024).

75.739 votos (2º Turno 2020).

Fortalecimento da pauta feminina e continuidade dos serviços de saúde.

A prefeita Raquel Chini, primeira mulher a chefiar o Executivo na história de Praia Grande, também desempenha um papel crucial na pavimentação digital de 2026. Sua vitória em 2020, em um segundo turno acirrado contra Danilo Morgado, demonstrou que a união entre o prestígio de Mourão e uma comunicação focada em metas específicas (como a ampliação do Hospital Irmã Dulce e novas Unidades de Saúde da Família) é eficaz para conter o crescimento da oposição. Para o próximo ciclo, a manutenção desse "cinturão digital" em torno das conquistas da saúde será vital para garantir que candidatos federais e estaduais do grupo não percam votos para narrativas de crise fabricadas por opositores.

A Insurgência Digital da Oposição: O Caso Danilo Morgado

Se o grupo governista domina a narrativa institucional, a oposição em Praia Grande encontrou nas redes sociais um território para a prática da "guerra assimétrica". Danilo Morgado, que obteve 46,48% dos votos válidos em 2020, consolidou-se como o principal polo de resistência digital ao grupo de Mourão. Sua atuação é marcada por uma presença constante em lives e canais alternativos, como o "Opinião Litoral", onde utiliza um tom combativo para questionar gastos com aluguéis de prédios públicos e falhas no sistema de saúde.

A estratégia de Morgado para 2026 provavelmente envolverá a nacionalização de pautas locais. Ao participar de transmissões ao vivo organizadas por sindicatos e entidades de classe, ele constrói uma persona de "defensor do servidor" e "fiscal do povo", o que ressoa fortemente no YouTube e Instagram, plataformas que favorecem o engajamento através do conflito e da denúncia. A nova regra do TSE que permite o impulsionamento de críticas na pré-campanha é o cenário ideal para Morgado: ele poderá utilizar tráfego pago para viralizar vídeos de fiscalização em unidades de pronto atendimento ou obras inacabadas, forçando o governo a gastar recursos de comunicação em defesa, em vez de promoção.

Além disso, a oposição explora a sensação de "isolamento" de Praia Grande em relação ao resto da metrópole. Pautas como a integração do VLT e a regulação de aplicativos de transporte são utilizadas para pintar a atual gestão como refratária ao progresso regional, uma narrativa que encontra eco em eleitores mais jovens e conectados que dependem da mobilidade intermunicipal. Para 2026, a capacidade da oposição de unir esses descontentamentos digitais em uma candidatura sólida para deputado estadual ou federal será o maior desafio para a manutenção da hegemonia mouronista.

Tráfego Pago e a Economia da Atenção Eleitoral

O sucesso nas urnas em 2026 em Praia Grande passará, obrigatoriamente, por uma gestão profissional de tráfego pago. Pesquisas indicam que investimentos em plataformas como Meta Ads (Facebook/Instagram) e Google Ads são cada vez mais determinantes para os resultados eleitorais, especialmente em cidades com mercados competitivos. O tráfego pago oferece uma visibilidade imediata que o SEO (otimização orgânica) não consegue prover em curtos períodos de campanha, permitindo que o candidato apareça para o eleitorado certo com base em segmentações demográficas e geográficas precisas.

Para um candidato a Deputado Federal de Praia Grande, o desafio é a escala. É necessário obter votos em diversas regiões do estado, mas a "fortaleza" deve ser a Baixada Santista. O uso de anúncios segmentados permite:

  1. Visibilidade Imediata: Aparecer no topo das buscas para termos como "deputado federal Praia Grande" ou "quem defende o litoral".

  2. Segmentação Local: Exibir propostas específicas de segurança para moradores dos bairros Mirim ou Quietude, e propostas de turismo para o Canto do Forte.

  3. Mensurabilidade: Analisar em tempo real quais vídeos de campanha possuem maior taxa de retenção e converter cliques em engajamento real no WhatsApp.

Entretanto, as minutas de 2026 do TSE introduzem a obrigatoriedade de disponibilizar informações detalhadas sobre quem financiou o anúncio, o valor gasto e o público-alvo atingido. Isso cria uma "trilha de auditoria" que pode ser usada por adversários para identificar em quais bairros um candidato está perdendo força ou quais temas estão sendo ignorados. A transparência, embora democrática, torna a estratégia de marketing digital uma "vitrine" aberta para a espionagem política.

O Desafio da Desinformação e a Integridade do Pleito

A proliferação de notícias falsas é apontada por 81% dos brasileiros como um fator que pode afetar significativamente os resultados eleitorais. Em Praia Grande, a desinformação costuma circular através de narrativas descontextualizadas que atingem a integridade do processo de votação ou a honra de candidatos. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e o TSE têm implementado sistemas como o SIADE (Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral) para receber denúncias e agir rapidamente na remoção de conteúdos.

A inteligência artificial intensifica esse risco. Especialistas acreditam que a IA será usada em 2026 para "atrapalhar campanhas" através da criação de áudios e vídeos falsos que são difíceis de distinguir da realidade. A PGE alerta que a criação de uma deepfake, uma vez viralizada, causa danos irreversíveis, pois mesmo com ordens judiciais de remoção, o conteúdo verdadeiro raramente alcança o mesmo público impactado pela fraude.

Mecanismos de Combate à Desinformação em 2026

Ferramenta / ServiçoÓrgão ResponsávelFunção e Impacto
SIADETSE

Recebe alertas e denúncias sobre ataques ao processo eleitoral.

Senado VerificaSenado Federal

Checagem de fatos sobre atividade legislativa e fake news contra parlamentares.

Telefone 1491Justiça Eleitoral

Canal direto para o cidadão denunciar irregularidades em tempo real.

Programa "Fato ou Boato"Justiça Eleitoral

Portal de esclarecimentos e desmentidos de notícias virais.

Resolução 23.714/2022TSE

Veda a divulgação de fatos sabidamente inverídicos sob pena de multa e remoção.

Em Praia Grande, a educação midiática será fundamental. Campanhas institucionais e de candidatos precisarão ensinar o eleitor a priorizar fontes oficiais e a identificar sinais de manipulação sintética. O fato de Praia Grande possuir um índice de biometria de apenas 54,53% sugere que uma parte considerável do eleitorado pode estar menos integrada aos processos digitais formais da Justiça Eleitoral, tornando-os alvos mais fáceis para narrativas enganosas sobre locais de votação ou validade do título.

O Eleitorado de Praia Grande: Dados, Biometria e Comportamento

Com mais de 247 mil eleitores, Praia Grande é um território estratégico na Baixada Santista. Contudo, a análise dos dados do TSE revela uma disparidade importante no cadastro biométrico. Enquanto cidades vizinhas como Itanhaém e Cubatão possuem índices próximos a 80%, Praia Grande registra apenas pouco mais de 54%. Este dado possui implicações diretas na comunicação digital:

  1. Necessidade de Mobilização: As redes sociais serão exaustivamente usadas em 2026 para convocar o eleitor a regularizar sua situação. Candidatos que fornecerem utilidade pública (instruções sobre biometria e títulos) tendem a ganhar a confiança de novos eleitores.

  2. Volatilidade: Um eleitorado com baixa biometria pode indicar uma população mais flutuante ou recém-chegada, menos presa a laços tradicionais de fidelidade política local, o que abre espaço para que candidatos "digitais" de fora da cidade conquistem votos através de anúncios segmentados.

  3. Segurança e Confiança: A disseminação de fake news sobre a confiabilidade da urna eletrônica ou a validade do voto sem biometria será um desafio constante para o TRE-SP e para os candidatos que defendem a integridade do sistema.




Treine no conforto de casa com a Bicicleta Ergométrica Spinning X11! 🚴‍♂️✨ Com design moderno em preto e vermelho, ela suporta até 120 kg e possui tela LCD para monitorar seu treino. 🕒🔥 Aproveite o desconto especial e turbine sua saúde agora mesmo! 🚀💪
https://mercadolivre.com/sec/1nXmp3N
#fitness #spinning #treinoemcasa #saude #bicicletaergometrica #oferta #vidasaudavel #foco #mercadolivre

Nenhum comentário:

Postar um comentário