domingo, 16 de março de 2025

Análise dos Afogamentos no Litoral Paulista entre 1º de Dezembro de 2024 e 28 de Fevereiro de 2025



Introdução

O verão de 2024/2025 no Litoral Paulista foi marcado por números expressivos relacionados a salvamentos e ocorrências de afogamento. De acordo com dados divulgados pelo Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), entre 1º de dezembro de 2024 e 28 de fevereiro de 2025, foram registrados 1.390 salvamentos envolvendo 2.068 banhistas e 42 mortes por afogamento.

Distribuição Geográfica das Ocorrências

As cidades com maior número de mortes por afogamento foram:

  • Praia Grande: 11 óbitos
  • Bertioga: 7 óbitos
  • Itanhaém: 6 óbitos
  • Mongaguá: 5 óbitos
  • Peruíbe: 4 óbitos

No que tange aos salvamentos, as cidades com maior número de ocorrências foram:

  • Guarujá: 479 salvamentos envolvendo 738 banhistas
  • Ubatuba: 287 salvamentos envolvendo 434 banhistas
  • São Sebastião: 239 salvamentos envolvendo 396 banhistas

Perfil das Vítimas de Afogamento

Analisando o perfil das vítimas, observa-se que:

  • 89% dos óbitos ocorreram em correntes de retorno
  • 85% das vítimas eram homens
  • Quase 70% dos óbitos foram de pessoas provenientes de São Paulo e Grande São Paulo
  • 60% das vítimas tinham entre 16 e 40 anos
  • Em 1/3 dos casos, o incidente teve início com o uso de objetos flutuantes, como colchões, pranchas e boias em geral

Esses dados ressaltam a necessidade de atenção especial a grupos específicos e comportamentos de risco.

Medidas de Prevenção e Orientações aos Banhistas

Para reduzir o número de afogamentos e garantir a segurança nas praias, é fundamental que os banhistas adotem medidas preventivas:

  1. Supervisão Constante: Crianças devem ser sempre acompanhadas por um adulto responsável, mantendo-as ao alcance de um braço.

  2. Respeito às Sinalizações: Atentar para as bandeiras indicativas de segurança:

    • Verde: Mar seguro para banho
    • Amarela: Atenção; condições intermediárias
    • Vermelha: Perigo; mar impróprio para banho
  3. Evitar Objetos Flutuantes: Boias infláveis e colchões podem transmitir uma falsa sensação de segurança e são frequentemente associados a incidentes de afogamento. 

  4. Moderação no Consumo de Álcool: Evitar entrar na água após consumir bebidas alcoólicas, pois o álcool compromete os reflexos e a capacidade de reação.

  5. Conhecimento das Condições Locais: Informar-se sobre as condições do mar e possíveis correntes de retorno antes de entrar na água.

  6. Nadar em Áreas Supervisionadas: Dar preferência a locais onde há presença de guarda-vidas e seguir suas orientações.

Conclusão

Os dados referentes ao período de 1º de dezembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025 no Litoral Paulista evidenciam a importância de medidas preventivas e da conscientização dos banhistas. A adoção de comportamentos seguros e o respeito às orientações dos profissionais de salvamento são essenciais para reduzir o número de afogamentos e garantir que momentos de lazer não se transformem em tragédias.

FAQs

  1. O que são correntes de retorno e como identificá-las? Correntes de retorno são fluxos de água que se movem da costa em direção ao mar aberto, podendo arrastar banhistas para áreas mais profundas. Geralmente, apresentam uma coloração mais escura e ausência de ondas quebrando na superfície.

  2. É seguro utilizar boias infláveis no mar? Não. Boias infláveis podem proporcionar uma falsa sensação de segurança e, em caso de correnteza ou ondas fortes, podem virar ou afastar-se da costa, aumentando o risco de afogamento.

  3. Qual a importância das bandeiras de sinalização nas praias? As bandeiras indicam as condições de segurança para banho no mar. Respeitá-las é fundamental para evitar riscos desnecessários.

  4. O consumo de álcool influencia no risco de afogamento? Sim. O álcool diminui os reflexos e a capacidade de julgamento, aumentando significativamente o risco de afogamento.

  5. Como agir ao presenciar um afogamento? Evite entrar na água para tentar salvar a vítima, pois isso pode colocar mais vidas em risco. Acione imediatamente os guarda-vidas ou ligue para o serviço de emergência (193) e, se possível, lance algum objeto flutuante para a pessoa em perigo.

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